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Archive for abril \30\UTC 2010

29.04.2010

Este o histórico depoimento que acaba de me enviar Francelino Pereira, o líder do governo Geisel, que ao exclamar QUE PAÍS É ESTE? nos longíquos anos 70, desencadeou uma série de respostas e perplexidades que perduram até hoje. Leiam:


Que país é este?


Francelino Pereira
(da Academia Mineira de Letras -2003)

O jornalista, poeta e crítico Affonso Romano de Sant`Anna, intelectual sempre sintonizado com o seu tempo, certo dia foi tocado, nos jornais e revistas, por uma frase -sintética e interrogativa – com a qual expressei a minha surpresa perante o plenário do antigo prédio da Câmara Municipal de São Paulo, que duvidava da palavra, dos objetivos e do compromisso do então presidente Ernesto Geisel com o processo de abertura política, em curso naquele momento.
Eu vinha do Sul, falando aos gaúchos, paranaenses e catarinenses, na expectativa de participar de uma grande concentração política agendada, com a nossa presença na capital paulista. Cheguei entre abraços e aplausos do plenário e das galerias lotadas.
No curso dos debates, a restrição ao calendário eleitoral do nosso partido que tinha, sabidamente, a iniciativa do presidente da república para o retorno do nosso país à plena democracia. Era preciso mais, desde logo, especificamente do apoio do poder central aos estados e municípios.
Que país é este? indaguei, manifestando a estranheza, natural do presidente nacional de um partido político que estava inteiramente dedicado a viabilizar a transição pacífica para a democracia.
“Que país é este, no qual as pessoas não confiam na firme vontade política do presidente da República de levar adiante a decisão amadurecida e consistente de dar continuidade à plena redemocratização?”.
Era esse o inteiro significado das minhas palavras, mas o nosso jornalista, que é também poeta politicamente engajado e, portanto, intérprete do mais profundo sentimento nacional, captou naquela simples interrogação um conteúdo muito mais amplo. E, partindo daí, escreveu um poema que traduz, até hoje, a perplexidade dos brasileiros diante dos imensos desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e éticos que temos enfrentado durante décadas.
Avançamos muito, desde o momento em que a frase foi pronunciada e transformada em poema que podemos classificar hoje, sem hesitação, como imortal. Tão imortal quanto a pedra no caminho de Drummond ou a terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa.
Hoje, como sempre, sinto orgulho de ter sido o detonador involuntário do processo criativo que deu origem ao belo poema de Affonso Romano quanto de haver participado daqueles momentos decisivos na História do nosso país.
Representando Minas, cada um de nós contribuiu, da sua maneira, para a conciliação nacional e a compreensão de que o Brasil – como aliado da paz e concórdia – é muito maior do que as suas próprias complexidades e dissensões internas.
Saúdo, com grande alegria, o relançamento em livro do poema de Affonso Romano, porque a atual e as futuras gerações encontrarão nele não só o retrato de um momento, mas também o perfil de uma grande nação, que soube e sempre saberá responder às suas próprias dúvidas e caminhar com os seus próprios pés, por maiores que sejam os obstáculos.

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04.03.1981

Recebi noticia do Moacyr Felix: esgotou-se a 2a,.edição de “Que país é este?” E eu gratificado, me convenço que poderiam estar na 4a. se não perdessem tanto tempo entre uma e outra.

21.09.1981

Em São Paulo lançamento dos poster/poemas de vários autores da Civilização feitos por Massao Ohono .”Que país é este? “é um deles. Muita gente e a surpresa de amigos da USP – Walnice Galvão, Roberto Schwars, mais o Flávio Kothe, Fábio Lucas, Norman Potter e uma esticada à rica casa de Celso Lafer.

Affonso Romano de Sant’Anna


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“Inegavelmente, este livro – que faz parte e completa o que Affonso Romano de Sant’Anna disse em “A grande fala do índio guarani”- planta o nome de seu autor entre os mais altos da poesia atual brasileira. Omiti-lo em tal grandeza passa a ser, doravante, um ato de ignorância ou de má fé; ou se um sectarismo grosseiramente prejudicial ao que deveria ser um autêntico zelo pela criação literária a serviço da liberdade enquanto eco da multidimencional complexidade do ser humano”

Moacyr Felix
Integrante da chamada “Geração de 45”. Autor de Singular Plural, Neste Lençol, Ênio Silveira, Arquiteto de Liberdades, entre outros livros.

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21.09.1981

Em São Paulo lançamento dos poster/poemas de vários autores da Civilização feitos por Massao Ohono .”Que país é este? “é um deles. Muita gente e a surpresa de amigos da USP – Walnice Galvão, Roberto Schwars, mais o Flávio Kothe, Fábio Lucas, Norman Potter e uma esticada à rica casa de Celso Lafer.

21.04.2010

Essa pergunta – QUE PAIS É ESTE?, como dizia aquele antigo personagem meio francês de Jô Soares é “chose de louco”. Até os loucos, os psicanalistas e psiquiatras se põem essa pergunta. Vejam.Topo nos meus guardados com este certificado : “Que país é este? – III Seminário de Saúde e Educação, II Encontro de Arte e Saúde Mental” realizado pela Universidade Federal de São João del Rei, 2 setembro de 2009.

Convidaram-me para a conferência de abertura no histórico teatro da cidade. Tudo bem. Falei. Mas o mais sensacional. Apresentou-se também um conjunto de rock chamado “Sistema Nervoso Alterado” composto de loucos e analistas. “Chose de louco”

Affonso Romano de Sant’Anna

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Por causa do sucesso do Concurso Cultural, vamos adiar a data para envio das frases de 140 caracteres com a respostas para “Que País é este?” para o e-mail quepaiseesteolivro@gmail.com

As datas agora são:

14/5 – último dia para envio da frase
31/5 – resultado do concurso

Participem!

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Para Moacyr Félix

[…]
assim
eu amo este país que me desama.

Deveria deixar de amá-lo como sub ser vivo
e amá-lo ostensivo
num tropel de bandeiras
num estádio de urros
e canções guerreiras?

Amo este país
como o hortelão cuida e corta
a praga de sua horta

Desde então
eu amo este país
– como a prostituta ama a estrada.

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10.09.1980

Em Belo Horizonte assisti ao espetáculo/colagem de Jota Dângelo – “Qual é Brasil?” -onde usa versos de QUE PAIS E ESTE?

08.10.1980

Saiu há 4 dias uma crítica de Wilson Martins no “Jornal do Brasil” sobre “Que país é este?”. O jornal através de Mário Pontes ( editor do “Idéias”) já me havia prevenido e dado a ler o texto, há um mês. É das críticas mais gratificantes que já recebi. Mais até o que aquela que fez Tristão de Athayde a respeito de “A grande fala do indio guarani”, também no JB.

Affonso Romano de Sant’Anna


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