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Quase Diário

CONVITE

Será um prazer recebê-lo para uma conversa sobre “Leitura e Cidadania” com o poeta, cronista, ensaísta e pensador Affonso Romano de Sant’Anna.

Data: 25de setembro de 2010

Horário: 18:00 horas

Local: Biblioteca Pública de Nova Friburgo.

Na ocasião, será relançado, pela Editora Rocco, o livro “Que país é este?” originalmente lançado na época do regime militar, no qual Affonso reúne poemas que discutem e questionam a realidade social e política da época.

Ainda nessa data, Affonso lerá alguns de seus poemas e autografará dois livros de crônicas “A mulher madura” e “Quem matou Tim Lopes”, que poderão ser adquiridos, os dois, por R$5,00.

SOBRE O AUTOR


Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, Affonso Romano de Sant’Anna atualmente mora no Rio de Janeiro dividindo seu tempo entre Ipanema e Mury.  Casado com a escritora e poeta Marina Colasanti, vem dedicando sua vida à literatura e a implantação de políticas públicas de leitura.

Foi diretor da Biblioteca Nacional e criador e gestor – junto com Eliana Yunes e Francisco Gregório Filho – do primeiro Programa Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER.

Tem colaborado com a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura do MINC, participando de encontros, fóruns e simpósios pelas diversas regiões brasileiras no esforço de divulgar a importância das políticas públicas dos governos estaduais e municipais com investimentos necessários para, efetivamente, tornar o Brasil um país de leitores.

Pensador e intelectual foi um dos incentivadores da proposta do prefeito Dr. Heródoto Bento de Melo para a criação da Secretaria Pró-Leitura, na qual exerce a função de conselheiro e articulador de contatos para Projetos.

Em seus 50 anos de produção literária, teve seus livros traduzidos e publicados em 18 línguas e recebe convites para palestras em universidades brasileiras e estrangeiras, Europa, África, Ásia e América Latina.

21.08.2010

Confesso que fui surpreendido pelo JB/Ideias neste sábado. O texto de Marcos Pasche, que vem se sobressaindo entre os jovens críticos, e ao lado  a reprodução de como saiu QUE PAIS É ESTE ?  naquele mesmo jornal em 06.01.1980. Foi uma arqueologia, um reencontro no tempo e no espaço.

Clique na imagem para ler a matéria.

18.08.2010

Acaba de me ligar Francelino Pereira, que foi governador de Minas e sobretudo senador, lider do governo Geisel, quando lançou  a frase: QUE PAIS É ESTE?  que continua a repercutir até hoje. Ele me diz que está escrevendo um texto historiando o surgimento da frase. Já encontrou até referências em textos do Pedro Nava. Isto mexeu com minha memória. Fui à estante e desenterrei “Cadernos 1 e 2 ” de Pedro Nava, (Ateliê Editorial) e redescubro que quando o poema foi publicado em 1980 no Jornal do Brasil, Nava o recolheu dentro de um envelope  com a seguinte anotação:

“O fabuloso poema de Afonso “Romano de Sant’Anna”.
E não é que havia me esquecido disto?…

Francelino me pergunta em que texto de Machado de Assis a mesma pergunta estaria. Passo-lhe a informação que Leticia Mallard me deu:

“Em que tempo estamos? Que país é este? Pois um funcionário público, elevado às primeiras posições, – não para satisfação da vaidade, mas para servir ao país – responde daquele modo a uma intimação grave?”_Machado de Assis-. Crônicas, v. 2. Rio de Janeiro-São Paulo-Porto Alegre: W. M. Jackson, 1944.

Ele me conta, se divertindo, que um outro político lhe dizia:

“Imagine, fiz milhares de discursos em mais de 30 anos de vida pública, e você com uma única frase entrou para a história!” 

Olá! Os vencedores do segundo concurso cultural foram

Antonio Fabiano e Dhiogo José Caetano

Parabéns!!

Eles vão receber a nova edição do “Que País é Este?” autografada por Affonso Romano. Confiram os poemas que eles enviaram:


QUE PAÍS É ESTE?

por Antonio Fabiano (www.antoniofabiano.blogspot.com)

Quando o meu país nasceu

Anjos tortos tocaram vuvuzelas

Mas o sonho de ser livre

Nunca dormiu

Porque uma coisa é um país

E bem outra o que nos trai.

Quando eu nasci

Meu país era ditado

E os livros editados

Não podiam perguntar.

Até que alguém ousou.
——————————————————————————-

QUE PAÍS É ESTE?

por Dhiogo José Caetano

Acadêmico da UEG – Universidade Estadual de Goiás

Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre mesmo quando todo mundo quer cuidar de nós.

É ficar quieto e permanece calado perante a sociedade que construí normas e padrões de vida.

Muitos têm interesse em saber da nossa história. Dizem que estamos muito desligados e que mesmo assim eles sempre iram nós socorrer e até pedem para que tenhamos muito cuidado, pois viver neste mundo é muito perigoso e não devemos sair de casa.

Mas nós não devemos temer as construções sociais e as falsas realidades construídas pelas as grandes instituições de nosso planeta. Onde está o povo deste país?

Viver é um hábito de cada um, não importa se eles querem que sejamos de uma forma, pois nós queremos é sair deste mundo de corrupção e de desigualdade entre os homens que na constituição tem direito igual.

Meu Deus cadê a nação? Que país é este?

Aqui não têm responsáveis, não tem igualdade, não tem um verdadeiro representante do povo. Mas em contra ponto temos pessoas responsáveis pela corrupção, pelo abuso de poder e pelo autoritarismo que tornou algo natural na sociedade atual.

Somos quem podemos ser? Pra ser sincero é visível que não somos seres humanos, hoje nós somos números, cartões, dinheiro e rótulos.

Todos querem cuidar de nós mais nós queremos caí e assim poder ver com clareza a verdade disfarçada em meio a ideias pragmáticas que foram construídas ao longo dos séculos da história da humanidade.

Muito vão dizer que estamos errado e que viver é muito perigo, eles vão perguntar se levamos muitas pancadas e sempre terá um no poder que construirá um teatro para ouvir nossos problemas e assim promovendo uma falsa ajuda.

Porém, tais poderosos devem ficar ciente que nós não estamos tristes e sim revoltados com a mídia, com os governantes e queremos deixar claro que temos a nossa própria vontade, pois vivemos em uma país que se diz democrata.

Parte 1


Parte 2


Para Otto Lara Rezende, que responde

– O que fazem, hoje, na manhã

sem cartas

os destinatários

de Mário?

– Tornam-se melhores?

– Ou se quedaram avaros?

– Teria o correio literário

nacional se pervertido

após a morte de Mário?

– Ou acabaram os escribas

missivistas-missionários?

[…]

Mas por compulsão escrevo

quer tenha resposta ou não,

há muito que correspondo

com meu próprio imaginário.